terça-feira, 20 de junho de 2023

Alô!?!

Mas ok. Porque é que me sinto sortuda por teres entrado na minha vida: 
1) Fazer-me sorrir cada vez que penso em ti 
2) tens a capacidade de me fazer sentir como um gigante no topo do mundo 
3) apoias-me e incentivas-me a ir mais além no meu dia a dia 
4) tens um sentido de humor muito parecido com o meu 
5) tentas conhecer as coisas que me irritam ou fazem feliz 
6) causas um desejo em mim de evoluir e melhorar quem sou 
7) és boa c'mo milho!😉 
8) tenho orgulho e honra de te poder considerar minha namorada 
9) facxina-me a abertura que temos para falar sobre todos os assuntos sem tabus. 
10) sempre que preciso de um conselho ou opinião sincera sei que me posso dirigir a ti 
11) és a minha pessoa favorita no mundo 
12) nunca me senti tanto "em casa" como contigo 
13) adoro como posso ser o eu rústica contigo sem ficar com receio de me encheres o saco só porque me peidei na cama 
14) Tens o melhor cheiro do mundo. 
15) não só suportas, como gostas do meu ressonar 
16) tens um coração grande e generoso suficiente para me perdoares quando sou idiota 
17)nunca ninguém me fez sentir tão relevante quanto tu 
18) amo rir contigo pelas coisas mais banais e idiotas 
19) só de pensar em ti, fazes o meu coração acelerar e ficar mais leve 
20) és paciente comigo 
21)o teu sorriso faz as nuvens afastarem-se. Quando olhas para mim e sorria, juro-te que sinto o mundo a parar. 
22)consegues transformar qualquer dia banal em perfeito 
23) és uma Mat(t)os 
24) és um ser humano incrível 
25) És a melhor conchinha do universo 
26) consegues colocar o meu motorzinho a funcionar em 0,2 segundos, só por pensar em ti 
27) o teu abraço é o meu lugar preferido do mundo 
28) irradias positividade 
29)Sempre que me acontece alguma coisa, és a primeira pessoa a quem quero contar 
30)o teu foco e determinação em ser feliz inspiram-me 
31)fazes-me valorizar as coisas simples da vida 
32) és linda, mesmo quando te armas em mandona 
33)tens um cérebro e uma capacidade de raciocinar de meter inveja 
34) ainda te namoraria mesmo que não gostasses de tomar banho 
35)para mim não és linda. És um unicórnio espacial com infusão de arco-íris. 
36)a tua beleza interior reflete-se no teu exterior 
37) és o meu leãozinho 
38)os teus beijos tiram-me do sério 
39)fazer amor contigo é uma experiência que fica sistematicamente melhor 
40) Alô?

quinta-feira, 2 de março de 2023

Contigo...

Sempre... ...e bem aconchegadinha dentro do teu abraço!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Era uma vez...

Era uma vez, uma menina triste.
Ela vivia perdida no alto de um castelo de solidão que ela criara para se isolar daquele mundo estranho, distante, vazio.
Um belo dia, porém, ela conheceu o amor... e viu que era bom.
E construiu, para seu amor, um novo castelo repleto de alegrias, flores e imaginação.
E o via fortaleza, firme e forte. Feliz.
Para verão e para inverno ela imaginara carinho, conforto, dedicação.
E assim o fez...
E para sempre.

Mas, no 'para sempre' o castelo ruiu.
Sumiu.
E ela ruiu junto.
E sofreu.

Na projeção daquele amor reergueu.
E viveu.
E sorriu.
Até que se percebeu como sempre estivera: só.
Percebeu que a estrada de seu castelo tinha mão única.
Não tinha mão!
E ela, na verdade, não tinha nada.

E então, ela choveu, sofreu...
E morreu de tanto sofrimento.
E reviveu, choveu, sofreu e morreu.
De novo, e mais uma e outra vez.
Tantas vezes morreu, e choveu, que aprendeu a se enxergar morte, chuva, pó.

Até que um dia, sem mais imaginar, envolto em uma armadura brilhante e empunhando uma bela espada que reluzia a luz do sol... (ops, esta é a história do Ivan!).
Voltando...

Até que um dia, perdida ao som de um sorriso, ela imaginou ter visto um raminho.
E, em completo absurdo, rabiscou um castelo de 5 ou 6 retas.
Correu, apagou.
Sabia que flores não duram, que castelos caem, que as vias são sempre de mão única.
E partiu.
Quebrou-se.
Choveu. Morreu. Reviveu para morrer e chover inúmeras vezes...
Sofreu.

E mais um sorriso.
E um carinho.
E sofria.

Outro sorriso, outro carinho,
mais uma palavra.
E morria.

Sorria assim, brincava lá, sonhava aqui.
E chovia.

E ela percebeu que aquilo doía.
Doía como ácido na pele ferida.
Marcava a ferro, destruía, penava.

Ela sabia que flores murcham, que castelos caem e amores não existem.
E ela pisou com todas as forças naquele incipiente jardim.
Ela acordava, sonhava, sorria, e pisoteava.
Todos os dias, exceto um.

E, neste dia, pensou que sentia falta de revidar aquela dor...
Não, não sentia.
Sentia a falta daquele sorriso, daquela voz, daquele carinho.
E olhou para trás, pé no chão, para rever todas as ruínas, as tragédias, as batalhas, as dores.
E não viu mais nada...

E lhe bastava um dia.
Um sorriso.
Um momento.
Uma vida.

E não projetou castelos,
E não buscou títulos,
E não batalhou,
E não morreu.

E viu que era feliz
"só por hoje"
ali, naquele sorriso.
.
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(Texto original de 2012)

Puro B.O.!


Vou nem dizer QUE NÃO ME AVISEI!!!

Bem, eu já sabia que "algo de errado não estava certo" naquela sexta-feira 13 de Janeiro... Mas, no lugar de sair pra caçar gatos-pretos ou gatos-pardos, resolvi trazer pro Whats uma gata matreira... 😱❤️🤗

Que o universo tenha pena de minh'alma... Ou da dela!!!

🤣🤣🤣🤣😜😈

domingo, 26 de agosto de 2012

Sr. Bauman, eu não sei.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Rotina

Me coma com os olhos.
Sinta-me nas pontas de seus dedos.
Toque-me os cabelos.
Me faça mulher.

Atice minhas vontades pela manhã.
Permita-me querer, te querer.
Me transforme em fogo.
E vá. Simplesmente vá.

Quando cair a noite, desfrute-me.
Desfrute-me o tempo todo.
Toda a sua espera.
E volte. Volte sempre. Do mesmo jeito.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Ando tão assimmmmmm....

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Abdução

Se fui abduzida não sei, se foi sonho, me respondam vocês. Só sei o que me aconteceu, em realidade ou não. Uma figura feminina, que trazia uma cruz no peito e me dizia viver em razão do amor de Cristo, fez votos de castidade, de pobreza e de servir aos pobres. Este ser me convidou para abraçar sua causa: cuidar de crianças em um abrigo. Crianças abandonadas, vítimas de abuso e de maus tratos: “Precisamos de pessoas que saibam amar”. E me falou tanto de amor que senti vontade de me entregar a esta missão. Fui, com a cara e a coragem. E acreditava que tinha amor no coração.

Dezoito crianças moravam ali. Cada uma com uma história que se entrelaçou à minha. Cada rostinho, cada mãozinha, cada pessoinha daquela me pedia o tão falado amor. Muito intenso, muito profundo. Poucos dias que me fizeram acreditar que eram anos. Não havia brinquedos pela casa, porque em nome do amor, não podiam bagunçar a casa. O bebê de nove meses passava todo o dia amarrado ao carrinho. Não podia ir para o tapete se exercitar porque em nome do amor, bagunçaria a casa. 

Não se tratava a uma criança dessas com olhos nos olhos, com carinho e respeito, porque em nome do amor, a severidade é que mantém o controle. Tudo obrigatório, entre gritos e solavancos. Por que é assim que se aprende a amar. Em nome do amor, se aplica castigos severos, controla a comida, manda uma criança de quatros anos limpar o próprio vômito. É assim que se ama. A brinquedoteca, muito bem equipada com as doações, fica abandonada. Não se pode brincar. Criança tem que ficar sob pressão. É assim que se educa.

Sim, eu questionei. E aquela mesma figura me disse: “Não vá pela psicologia, porque esta prioriza a criança. Aqui a prioridade é a casa em ordem para receber aos que têm condições econômicas de ajudar a instituição”. “Não os leve para brincar porque vão ficar muito agitados e você vai perder o controle”. “Se você perceber que alguma criança aqui é capaz de denunciar o que acontece aqui, lhe castigue. Proíba as visitas. Tranque-a só na casa ou a deixe a noite lá fora”.

As crianças me pediam para ficar e me perguntavam se tudo mudaria. Eu quis ficar, eu quis mudar. Mas me faltou esse amor que não compreendo. 

Se esse texto estivesse escrito em um papel, eu pediria a vocês que o rasgasse em mil pedaços e o jogassem no lixo úmido. Porque um papel que carrega tatuado em si um texto de quem não sabe amar não merece ser reciclado. Deletem-me, ignorem-me, denunciem-me, por favor! Façam uma fogueira bem grande para queimar o meu corpo insano e libertar o meu espírito mundano. 

Aos que conhecem esse amor que não compreendo peço um favor: orem por mim, me exorcizem, me convertam! Porque a minha alma está inquieta e o meu coração sangrando. Porque eu não vou à igreja, não me sinto bem porque dou esmolas aos pobres, não carrego as migalhas da farta mesa de Natal para os moradores de rua. Por favor, me exorcizem porque não consigo ver a Cristo nessas atitudes e muitas vezes, indignada peço a Ele: Por favor, Jesus, mude seu nome, porque não quero ser cristã.  
Rosi Santiago.

[http://www.facebook.com/photo.php?fbid=466963113317486&set=a.176349932378807.53837.100000114040606&type=1]
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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Ela tinha razão

Ela tinha razão:
Este lugar não me comporta.
Eu não faço parte deste lugar.

Sinto falta dos meus,
das conversas discretas,
das intimidades resguardadas,
da amizade escancarada.

Sinto falta do silêncio,
da música escutada,
da gritaria programada,
do espaço de cada um.

Sinto falta do olho no olho,
do fiel ao sincero,
do abraço que acaricia,
do 'porquê' que faz pensar.

Ela tinha razão:
Não é pra mim, não me acomoda.
Quis inserir-me, um dia...
Faz muito tempo.
Hoje nem é mais questão de.
É de ausência mesmo!
Simplesmente, não pertenço.
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quinta-feira, 19 de abril de 2012

GUETOS

O facebook pergunta o que estou pensando...

Bem, eu estou pensando que estou indignada com um edital de seleção que acabei de achar (por acaso) em minhas pesquisas 'internéuticas' a respeito de gênero e raça.

As vagas de estágio, abertas pelo Instituto Mídia Étnica, tinham como primeiro requisito "Ser afrodescendente (trata-se de um programa social para promoção da equidade)".
Juro que não entendo!

Não sou afrodescendente (acho...) e, independente de parido o preto/negão/zé/gatinho/filhote mais charmoso do facebook há exatos 13 anos (parabéns Ricardo Bruno!), não vejo problema algum em um branco/amarelo/azul/verde/vermelho assumir quaisquer daquelas vagas.

A/o sujeita/o só tem que ser bom em comunicar-se...

E, quer saber, se o foco das atividades é "cobertura e divulgação das atividades do movimento negro e da arte negra em seus respectivos estados", nada melhor que um branco/índio/oriental ou seja lá o que for para falar a respeito, não?

Só negros podem falar sobre negros? Por que precisamos continuar separando pessoas por cor, como se fossem roupas em um closet?

Só homossexuais podem defender o direito de as pessoas fazerem o que quiserem, enquanto adultos e capazes, dentro de suas quatro paredes?

Só mulheres podem defender as causas femininas? Qual o problema de homens pesquisarem/pensarem/defenderem/analisarem a questão da equidade quando o assunto é gênero?

Crentes/religiosos e ateus/agnósticos não podem mesmo sentar e conversar/dialogar/debater seja lá sobre o que for? É preciso mesmo essa coisa de dividir pessoas em religião e seitas, como se uma crença ou descrença fosse melhor ou pior que outra?

O facebook perguntou, eu respondi. Humpf!!! Mas, gostaria de viver em um mundo que tal assunto sequer passasse pela minha cabeça...

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."
(Nelson Mandela)

Segue o link causador da minha birra: http://correionago.ning.com/profiles/blogs/programa-de-equidade-racial-no-nordeste-brasileiro-selecao-de-com

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Vamos brincar de imaginar?

Imagina que você tem 11 anos....

Imagina que o amor, para você, se resume a ficar nervosa toda vez que tem a chance de dividir um sorvete de padaria de bairro com aquele ser humano...

Imagina não saber o porque de aquele ser se destacar na multidão...

Imagina querer, para sempre, viver de sorvete, milk shake e canudinhos compartilhados...

Imagina imaginar que poderia beijá-lo...
Imagina imaginar que não faz menor idéia de como fazê-lo...
Imagina imaginar o que fazer com suas mãos quando está perto dele...

Agora não imagine. Acorde! Você já tem 33 anos!

E ele está à sua frente, ao alcance dos seus lábios...

terça-feira, 17 de abril de 2012

Eu não teria melhores palavras para este momento...


“Não se concentre tanto nas minhas variações de humor,
apenas insista em mim. 

Se eu calar, me encha de palavras, 
me faça querer dizer outra e outra vez sobre você, sobre nós, e todo esse amor. 

Se eu chorar, não me faça muitas perguntas, não precisa nem secar minhas lágrimas. 
Só me diz que você continuará comigo pra tudo, que tenho teu colo e teu carinho. 

E ainda que te doa me ver assim, me envolva nos teus braços e diga que eu posso chorar, 
mas que você não sairá dali enquanto eu não sorrir. 

Porque é isso que nos importa, não é? 
O sorriso um do outro.”

Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Você sabe o que é felicidade?

Felicidade é desejar que o tempo logo passe.
E. então, desejar que congele.

Felicidade é rir sozinho ainda que a pessoa com quem ou de quem se ria esteja a milhas de distância.

Felicidade é saber que, ainda que o outro lado da cama esteja vazio, sempre tem alguém lá.

Felicidade é ânsia, é desejo, é espera.
É não querer nada além daquele momento.
É sentir-se plena, 24 horas por dia.
É contar minutos, segundos, para sentir-se completa.

Felicidade é saber que, ao toque daquele botão, uma voz rouca e grave lhe dirá ‘bom dia’ e lhe mentirá, num pigarro, ao dizer que já estava alerta: “nem dormi, você sabe que não durmo...”

Felicidade é esperar, (im)pacientemente que o sol se levante, que seu trabalho prospere, que a lua se achegue e que, do outro lado da linha, aquele alguém te coloque para dormir... 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

FEVER

Não se iludam.
Definitivamente, não sou ‘sapatão’.
Esbarro no primeiro requisito: Eu o-d-e-i-o Ana Carolina.
Tirando ‘Garganta’, eu nunca, nunca, nunca mesmo, nem 'ever', nem 'forever' gostei dessa bichinha.
Cruz credo! Pato-magalô trêis vêiz....

Madonna cantando Fever dá até pra encarar...
Mas, Ana Carolina é um negócio meio estranho.
Esquisito, tenso, horripilante...

Tá bom, tá bom...
Quem me conhece sabe que respeito todos os gostos: todos mesmo!
Mas, a Ana Carolina tá fora de cogitação.
Sobe capeta! Quero descer!
(isso aqui tá pior que o inferno)

Peggy Lee cantando Fever, assim como tem que ser: 


Este post foi escrito em  01.04.2012, às 18h32min.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Aqui

sopra 
apaga 
rejeita
esconde

mata
morre 
extingue
consome

... e me faz
tristeza
solitude
depressão

domingo, 1 de abril de 2012

Se você soubesse a falta que me faz, teria pedido mil autorizações antes de ir embora...

E continua faltando...

Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho
Eu fiquei seu fã
Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída, não doía assim
Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala do seu bandolim
Naquela mesa ta faltando ele
E a saudade dele ta doendo em mim
Naquela mesa ta faltando ele
E a saudade dele ta doendo em mim

[http://letras.terra.com.br/nelson-goncalves/47663/]


sexta-feira, 30 de março de 2012

Capitu.


Sinto sua falta
No aqui,
No ali,
No ‘ali de mineiro’...
Lá,
Cá,
E acolá...

Sinto falta de hoje,
De ontem,
De ‘tresontônti’.
Sinto falta de antes,
De durante,
De depois.
Mas, não sinto quanto você se ausenta.

Sinto quando você não está,
Mas quando está e, assim, distante,
Me falta pé,
Me falta ar,
Me falta sol,
Me falta mão.

Não sei gritar.
Não sei falar se não me ouve.
E fico muda...
E fico triste,
E fico aqui...
Sentindo sua falta.
.
.

terça-feira, 27 de março de 2012

Tecnologias


Ouvi sua respiração,
Senti o seu toque,
Aconcheguei-me no seu abraço,
E - sentindo-me em paz - dormi.
.
.
.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Noir



"Ei, qual´é?"
Ele disse em miauês.

E aquele rabo preto, pontinha aleijada, passeava pra lá e pra cá.
"Você fala cachorrês? Converse com o Gordo. Eu só quero dormir!"

Ele sabia que não era verdade.

E eu ganhei uma mordiscadela na batata da perna, depois um tapinha no joelho vindo por trás.
E fui obrigada a ver aquela bundinha seca, preta, de um gato que deveria ser caseiro, gordo, correndo de uma forma balançante.

Sentei no sofá.
Ele voltou. Sentou-se no tapete. Deu-me um beijo de língua de lixa.
Assim são os gatos.

Ele só me queria dizer que me ama e que estaria lá ainda que eu não pudesse - ou que ele não pudesse - entender o que eu digo.

E eu não disse.
Só lhe fiz um carinho.

Ele queria mais.
Subiu no braço do sofá tão logo dediquei aquela mão a um copo...

Ganhei outra mordiscadela.
(Se é que essa palavra existe em mineirês!)
E ele deixou claro o que queria dizer:
"Ei Cris, dar um carinho conforta mais do que receber..."

Tentarei lembrar-me disso.
Em miauês, pelo menos...

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

RESPEITO




Se tem uma coisa de que não gosto é do tal do preconceito. Outra é a discriminação. Preconceituoso é aquele que escolheu ignorar. Aquele que discrimina optou por segregar.

Não critico os (ou a falta de) deuses de ninguém...
Não critico a sexualidade de ninguém...
Não critico a música que serve aos ouvidos de ninguém...

Se você não me serve, não convivo contigo.
Não critico, não recrimino.
Simplesmente te largo. Vivo, e deixo viver... Vá...

Adoraria ver um jogo de futebol, em um estádio bem grande.
Temo pela minha segurança mesmo sabendo que nem todos os torcedores agem como animais. Não vou.

Levava meu filho a todas as paradas gay das cidades em que estivéssemos no momento. Adorava a festa, a proposta.
Um dia vi um rapaz quase nu e uma moça com os seios de fora> Não gostei. Nunca mais levei. Nem fui.
E também não assisto desfiles de carnaval... acho o despudor uma coisa medonha!

Adoro jukebox de boteco.
Quando começam a tocar funk ou sertanojo, fecho a conta e vou beber em casa.
Eu tive o direito de ouvir todas as MINHAS boas músicas dos anos 80 e 90, certo?
Então, todos podem fazer o mesmo... fui...

Acho que banco de praça não foi criado para "pré-sexo".
Já acho absurdo o famoso "desentupidor-de-pia" em público, qualquer que seja o local, qualquer que seja o casal. Saio de perto... acho deselegante.

Se você me desejar a companhia de seu Deus, responderei um "amém" de todo o coração.
E talvez eu vá a um culto, missa ou reunião por carinho a você. Mas, não ache que pode me obrigar a temer o que não temo ou a enxergar o que não vejo...

Respeito.
Tente você também.
É mais simples do que parece: basta se preocupar com sua vida. Unicamente.