quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Eu sou uma pessoa difícil...

Eu sou uma pessoa difícil...
Quer saber?
Talvez não seja...
É que as pessoas estão tão acostumadas à idéia individualista do "acumular" que pararam de se doar.
As pessoas pararam de cuidar das outras.
Acreditam, falsamente, que podem ser felizes cuidando apenas de si e, assim, mentem para si e para os outros.
Doce ilusão!

Não gosto de mentiras. Gosto de carinho.
Não há carinho sincero em meio a mentiras.
É por isso que meu carinho, às vezes, dói.
Reconheço minha dificuldade em manter a hipocrisia social.
Reconheço, também, minha impossibilidade de manter qualquer tipo de coisa que seja ou se pareça com hipocrisia no âmbito doméstico.
Minha forma de cuidar das pessoas que me importam e, consequentemente, buscar minha felicidade nos olhos delas, é justamente sendo sincera com elas.
Não sei ser meia-palavra com amigos e relacionamentos. Vou direto na jugular. Olho nos olhos. Exponho o que não me agrada. E ouço, e falo, e mudo e quero mudança.

Nada, nem ninguém, passa pelas minhas mãos e permanece igual.
Não gosto de nada igual.
Não gosto de "nadas". Gosto de "tudos".
Quando me entrego, entrego tudo.
Quando amo, amo tudo.
Também não sei viver de metades.
Gosto de equilíbrio, mas não consigo vê-lo sem o desequilíbrio.
Gosto de bom gosto, mas entendo outros gostos.

Sou honesta.
E confio na honestidade das pessoas.
Para mim, dentro de casa, não existe mentira branca.
E estou decidida a não mais me envolver com pessoas que não tenham por lema "família, trabalho e verdade".

Estou aprendendo a dizer tudo sem dizer mal.
Estou aprendendo a sugerir e não a mandar.
Tenho dificuldade em sugerir.

Levo meu trabalho muito a sério. E não critico a dificuldade dos meus alunos.
Eu mesma tenho as minhas.
Que o diga a praga do Direito Tributário!

Se eu isolei você, é porque você não me faz bem.
Só faço, só mantenho, só vivo o que me faz bem.
Sou feliz.
Em um belo dia de sol decidi sê-lo e, desde então, viciada em felicidade, tenho dificuldades em abandonar o vício.
Sou feliz com tudo o que tenho justamente porque tenho tudo.
Tenho o melhor filho do mundo.
A melhor família.
A melhor companhia.
Os melhores alunos.
A melhor visão que um espelho-mágico poderia dar a uma bruxa.
Tenho a mim.

Sei quem sou, o que sou, como sou e o que quero.
Sei, também, o que não quero.
Sei, também, o que não posso.
Sei, também, o que não tolero.
Mas já houve época em que eu não sabia.
Talvez ainda não saiba e esteja pensando saber.
Independente de saber ou não, eu penso que sei e isso me é o suficiente por hora.
Se meu saber deixar de me sustentar, agregarei outros saberes à minha caminhada.
E buscarei sempre o equilíbrio.
E continuarei a ser feliz.
Simplesmente porque ser feliz é a única coisa que importa.