quarta-feira, 28 de abril de 2010

A Pucca e a Karina

Karina é um trem esquisito.
Ela espeta insetos, envelopa (essa eu só descobri ontem!) libélulas.
É louca por libélulas.
Fala muito de libélulas.
Faz aula de campo no meio do mato com os meninos dela.
Gosta de fazer aula de campo no meio do mato.
É branca-branquela.
Morre de me explicar que eu, sendo branca-branquela, tenho que pensar nos borrachudos da casa da tia dela de Santa Teresa.
Mas, Karina faz aula de campo.
E no meio do mato, deve até colecionar borrachudos também!
Não dirige.
Nunca ligou um carro antes apesar de ser fã do fusquinha do pai.
Sempre conta que um professor dela, ou um colega, sei lá, diz que "pra morrer de repente, ela levaria uma semana" de tão lenta que é.
É pós-doutora em Biologia.
Tenta, sofridamente, explicar-me a importância dos bichinhos dela (e de jogar nitroglicerina neles pra extrair o DNA) para a agricultura, ou piscicultura, ou pecuária, ou cultivo de sei-lá-o-quê!
Ela mata, espeta e estuda insetos.
Eu salvo insetos!!!
Karina vive contando as histórias da família dela e das viagens para coleta de amostras.
E eu conto sobre as minhas peripécias de adolescência, sobre minha família buscapé, sobre meu trabalho. 
Atualizo as informações sobre meu relacionamento com meu ser-humano.
E Karina conta as provações dela com o ex-ser-humano dela.
E cada dia temos histórias diferentes sobre os mesmos assuntos.
A gente vai conversando daqui até o trabalho.
E, se deixar, sobra assunto pro jantar quando chegamos com tempo para jantarmos juntas.

Ontem, Brunex foi ao trabalho comigo.
E Karina - que já tinha terminado o período de viagens das terças - foi junto pajear duas das meninas dela que ficaram de prova final.
Que alegria!
Fomos conversando daqui até lá.
Luzi e Bruno discutiam filmes de desenhos animados e lá veio Karina com mais uma: A-do-ra animação!
Qual foi a primeira frase dela quando eu comentei que "abri o bué" quando Sigourney Weaver morreu em Avatar?
--- Ah, se eu estivesse lá também ia querer coletar algumas amostras.
--- Sossega, Karina! Menos!
--- Kkkkkkkk! Mas é.

Bem, agora, além de ter que arrumar tempo pra ir a Santa Teresa com Karina, vou ter que me virar em 15 pra arrumar tempo de ir à casa dela para "coletar" filmes e seriados do HD da prima dela!!!

Gente!!! Quase esqueço da Pucca!!!
Karina é fã da Pucca.
Tem bolsa da Pucca, bolsona da Pucca, bolsinha da Pucca, carteira da Pucca, porta-moeda da Pucca...
Vício alimentado pela irmã dela.
Parece que é tradição regional "puquear" a Karina.
Bem, ontem eu segui a tradição.
Quando paramos no Casa-Brasil, o ovo que estava lá na semana anterior e que pensei comprar para ela, ainda estava.
No caixa, não pensei duas vezes.
Paguei o lanche. Paguei as moedas de chocolate de Bruno e da Luzi. Catei o ovo da Pucca.
Karina estava junto à Cláudia, lá atrás na fila.
Saí correndo até lá, joguei o ovo na mão dela:
--- Procê!
Passado o susto, ela abriu um sorrisão, daqueles de criança quando ganha brinquedo novo.
E, quando entrou na van, falou que tinha pensado em comprar aquele ovo mas pensou em não alimentar o vício.
Ficou um tempão ajustando o ovo dentro da mochila, no maior cuidado. 
Que alegria vê-la feliz!
E, dessa vez, felizmente, inseto algum foi sacrificado...
rs....

Brunex também viaja na van do Marcão.


Hoje sequestrei meu filhote e o levei para o trabalho.
Tá certo que ele perdeu o segundo horário de aulas mas, ah, levei.
Bruno foi todo serelepe.
Feliz da vida para, finalmente, "conhecer os seus colegas de van".
Todos ficaram encantados com ele.
Pegamos dois engarrafamentos por causa dele (kkkkkkkkk, foi ele quem falou!).
Paramos no Casa Brasil, lugar onde Marcão jurou nunca mais parar, e Bruno, apaixonado pela Prof. Luziane, deu-lhe, no caixa, "R$1 de chocolate" e mandou-me pagar.
Folgado e carinhoso, como sempre.
Ele conseguiu "burlar" a segurança dos computadores da faculdade e ficou jogando na sala dos professores, enquanto eu torturava meus alunos com uma torturante avaliação suplementar.
Enquanto eu as corrigia ficou perguntando se eles haviam passado ou não...
Reclamou fome.
Comeu churrasquinho numa barraca de uma gatinha branca chamada "Chorona" (vai saber porque a dona colocou esse nome!).
Tomou refrigerante. Comprou um pirulito.
Ao retornarmos para a van parecia aceso, mas apagou tão logo a van entrou em movimento, enroladinho na manta que sempre levo para mim.
A cada vez que ele se mexia, eu ajustava a manta (que não parava no lugar) e ele, naquele frio que Marcão nos dá, me dava um sorriso leve, sonolento.
Morri de pena ao acordá-lo para botar no carro mas ele, macho que só, pulou da van a toda e viemos ouvindo Kurt Cobain até em casa.
O moleque ainda teve pique para encher a garrafa d'água e botar na geladeira!
Escovou os dentes, deu-me um beijo e foi mimir.
Sorrindo, sempre sorrindo.
Amanhã, ou melhor, hoje pela manhã, veremos Transformers2 que emprestou do Prof. Jefferson.
Já vi que minha lista de filmes assistidos agora vai se multiplicar.
Luziane me chamou a atenção por clássicos da animação que Bruno não viu e até mesmo por Star Wars.
Acusou-me publicamente de ser uma péssima mãe: "Onde já se viu o menino passar pela infância sem conhecer MEU Mestre Ioda?" (Peço desculpas aos fãs da série se escrevi o nome errado. Não faço mínima idéia de quem seja essa pessoa!!! rs...)
Bruno cansado e feliz. Cris cansada e lascada.
Isso é o que dá criarmos filhos para o mundo...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

A-do-ro esse clipe...

... mas acho que depois de postá-lo, não vou mais achar um único ser-humano que queira me ajudar a bater o recorde da Elizabeth Taylor... kkkkkkk....




Pink - Don't leave me! (pois é, e deixa pra ver! huahuahuahuahuahuaaaaa [risada maléfica])

Meus meninos, minhas crias...

{vou botar uma foto das crias aqui... assim que Melqui mandá-las pra mim... vai demorarrrrrrrrrrr}

Eles são agitados, bagunceiros mesmo!, são terríveis.
Mas são os meus amores.
Me fazem rir, me fazem carinho, me deixam à vontade.

Alguns estranham meu jeito: esperam uma professora de Direito com jeitão sisudo, fechado...
Assustam-se no início, mas não pensam três vezes ao entrar no clima e curtir a farra que é cada uma das aulas.
Tá certo, temos aulas chatas e alguns conteúdos "impossíveis" mas, na grande maioria delas, nos divertimos mesmo, de verdade.
Sou apaixonada por eles. E eles me respeitam muito.

O fato de eles serem meus "filés", "gatinhos", "príncipas" e "princesos" nunca tirou minha autoridade ou fez com que eles se referissem a mim com algo menos que "senhora", apesar de termos, em média, a mesma idade.

Ouvir um "êba!" generalizado quando anunciado que eu estaria com eles por mais um trimestre, vê-los mortos de cansados ao final de um trabalho-monstro que envolveu algo além das minhas duas salas, mas uma faculdade inteira!, perceber que, mesmo com despesas e dedicação extra-classe - coisas odiadas por 100% dos graduandos de hoje - eles não vêem a hora de saber "o que é que a Cris vai aprontar pro próximo termo"... Ah, gente, isso não tem preço. Acho um absurdo que me paguem pra trabalhar!

Sentamos ontem na lanchonete, ao final da noite, mesas e cadeiras no meio da rua, cansados mas felizes. Estendemos para além da sala toda a percepção que a reunião pós-eleição não deu conta de exibir. E falamos, e rimos, e reclamamos, e brigamos - como se Sócrates, Aristóteles, Kant, Maquiavel e Nietzsche pudessem chegar a qualquer hora para eles também, por si, se defenderem, um por vez, democraticamente.

Cada grupo defendeu com unhas e dentes o seu candidato, e todos eles foram vencedores porque todos os meus meninos me encantam pela força, pela dedicação, pelo espírito de equipe e pelo carinho.

Loucos, somos todos loucos e, na nossa loucura, extremamente felizes. E somos assim simplesmente pelo fato de sabermos que é isso, e nada além disso, que faz nossa vida e nossas escolhas - também as acadêmicas - valerem à pena.

Amo, amo, amo vocês. Todos. Juntos.


***********


Miau 1: Cris, cara, tudo pra você tá bom, né?
Eu: Desde que eu continue semeando a discórdia... sim! kkkkkkk
Miau 1: Ficou feliz?
Miau 2: Pergunta boba! Dá pra ver na cara dela! Olha!
Miau 1: A cara dela tá horrível. Nunca vi a Cris tão acabada... Tá tudo muito acabado aqui!
Eu: Êêêêêêpa que eu continuo linda, perfeita e maravilhosa. Num é gente?
Miau 3: Cê tá com uma cara horrível, fessora!
Eu: Humpf... Mas tô feliz!
Miau 4: Cê é feliz!
Eu: Sou! Tenho momentos alegres e tristes, como todo mundo. Vocês vêem isso. Todo mundo tem e em mim, todo mundo vê. Mas, eu sou feliz, sim.
Miau 2: E doida! Só doido apronta uma confusão dessas e fica dançando no meio do pátio. Viram ela dançando com a música do megafone?
Miau 5 (gritando lá do outro lado da mesa): Mas, ela tem dia de TPM, gente! Pelamordedeus! Difícil aguentar!
Miau 2: Nossa, como tem! Mas a gente te ama mesmo assim, viu tia?
Eu: Vi. E, gente!, onde tá meu copo?

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Meu momento II e minha homenagem à melhor banda de todos os tempos.



Dead Horse

Cavalo Morto

Sick of this lifeEnjoado desta vida
Not that you'd care Não que você devesse se importar
I'm not the only one with Não sou o único
Whom these feelings I share Com quem compartilho estes sentimentos
Nobody understands,Ninguém entende
Quite why we're here Porque estamos aqui
We're searchin' for answers Estamos procurando por respostas
That never appear Que nunca aparecem
But maybe if I looked real hard I'dMas talvez se eu procurar realmente com cuidado
I'd see your tryin' too Eu vejo que você também está tentando
To understand this life, Tentando entender esta vida
That we're all goin' through Que todos nós atravessamos
(Then when she said she was gonna like (Depois quando ela disse que ia
Wreck my car...I didn't know what to do) destruir meu carro... eu não sei o que fazer)
Sometimes I feel like I'm beatin' a dead horseAlgumas vezes me sinto batendo em um cavalo morto
An I don't know why you'd be bringin' me down E eu não sei porque você me magoaria
I'd like to think that our love's worth a tad more Eu gostaria de pensar que nosso amor vale um pouco mais
It may sound funny but you'd think by now Pode soar engraçado mas você poderia pensar
I'd be smilin' Que estou sorrindo
I guess some things never change Eu acho que algumas coisas nunca mudam
Never change Nunca mudam
I met an old cowboyEu encontro um velho vaqueiro
I saw the look in his eyes Eu vejo o olhar em seus olhos
Somethin' tells me he's been here before Algo me diz que ele esteve aqui antes
'Cause experience makes you wise Porque a experiência te faz sábio
I was only a small child Eu era apenas uma criança pequena
When the thought first came to me Quando o pensamento me veio pela primeira vez
That I'm a son of a gun and the gun of a son Que eu sou filho de uma égua e a égua de um filho
That brought back the devil in me Que traz de volta o demônio em mim
I ain't quite what you'd call an old soulEu não sou o que você pode chamar de uma alma velha
Still wet behind the ears Ainda está molhado atrás das orelhas
I been around this track a couple o' times Eu estive em busca desta trilha várias vezes
But now the dust is startin' to clear Mas agora a poeira começa a baixar
Oh yeah! Oh sim!


[http://letras.terra.com.br/guns-n-roses/17109/traducao.html]

domingo, 11 de abril de 2010

. . . O Amor


 Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você esta esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d´água neste momento, perceba: Existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino... O Amor.

Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar suas lágrimas e enxuga-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela tivesse ali do seu lado...

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que esta marcado para noite...

Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao
seu lado...

Se você tiver certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver convicção que vai continuar sendo louco por ela...

Se você preferir morrer, antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida. É uma dádiva. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Ou às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixa-lo acontecer verdadeiramente. Por isso, preste atenção nos sinais!! Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor
coisa da vida:

. . . O Amor

[http://www.bilibio.com.br/mensagem/155/O+Amor.html]

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O essencial faz a vida valer a pena.



Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
 
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.

As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, roí o caroço.
 
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
 
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
 
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
 

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.
 

Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
 

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas.
 
 
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral ou semelhante bobagem, seja ela qual for.
 

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
 

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus.
 

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.

O essencial faz a vida valer a pena. 





(Recebi de uma colega, agora cedo. Faço das palavras do autor (que não consegui identificar) as minhas e agradeço à Ciça por tê-las botado em minha boca).

terça-feira, 6 de abril de 2010

Aline



Minha família é uma família de pessoas, não necessariamente de sangue.
Se formos olhar o sangue, na verdade, me botam fora dela: fui achada no lixo!


Cresci vendo meus pais se cuidando. Ele de olho nela, ela de olho nele. Sem ciúme, sem as cobranças bobas comuns das relações possessivas. Eles se amavam para além do homem e da mulher. Eram mais que isso: eram irmãos.

Aos meus 21 catei um bichinho doce e frágil, um coraçãozinho cansado, e levei pra casa. Era a Aninha.
E ela ainda é...
Aninha foi adotada. Virou a nº3!
A partir daí as coisas ficaram mais ou menos assim: Papai perdia os cabelos com Nana, que cuidava de mim, que cuidava da Aninha, que cuidava do Bruno, que aguentava a Mamma, que vivia reclamando que papai num tinha juízo!!! É... Mamma é difícil.

Aninha era a única que gostava e tinha paciência pra pescar. Babo adorava beber na beira do lago do Tilapão.
Aninha não pescava nada (muito ruim mesmo!!!) e Babo sempre se compadecia e mandava fritar um peixe porque ir pescar (?) e não comer o peixe não faz sentido.
Aninha era a única que dirigia e, por isso, sempre carregava papai para a roça. Papai tentava convencê-la a ir de bicicleta até o dia que ele caiu na real que, de cachaça, era melhor mesmo voltar de carro... kkkkkkkkk...
Bem, e enfim, deixei de ser o xodó do papai e Aninha tomou meu posto.

Um dia papai se foi. Ficamos eu, Nana, Mamma, Aninha e Bruno.
E achávamos que era assim, que a família havia diminuído irremediavelmente. Que o sangue dos Mattos não seria passado adiante e... dramááááááático!

Mas, Mamma também adotou alguém. Dessa vez com a ajuda da Nana.
E Mamma tá que engorda a Aline já que não consegue me engordar.
E Aline chama Mamma de mãe e até pede a bênção enquanto eu e Nana usamos o tradicional "fala véia!".
E Aline ajuda mamãe a dar conta da Nana que é difííííícil. E Mamma enche o ouvido da Aline de reclamações o dia todo... E a gente tenta fazer com que Aline não enlouqueça!

E lá se foi a Aline cair de amores por nós, e nós por ela.
E nos preocupamos com ela, e sabemos que ela se preocupa conosco.
E sentimos, como que sem explicação, um só sangue pulsar em nossas veias.
Somos irmãs. Somos uma família. E ela é a nº4.

E ontem Aline viu e ouviu isso. E ontem eu também pude ver nos olhos dela que ela via, ouvia e entendia. Nós vimos amor... E amor não acaba mesmo que as relações mudem. Aninha é prova viva disso.
A dor que senti quando coloquei Nana no ônibus - mesmo feliz por tê-la trazido - Aline compartilhou comigo. Assim, igualzinha.
Mas, nós duas sabíamos que estava tudo bem porque família não se vai quando nos afastamos fisicamente.
Família não vem apenas porque nos aproximamos fisicamente.
Família é. Família somos.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

passeando pelos sites, blogs e perfis da vida...

O arfar da procura quase me sufoca...
O aroma que ela exala já não me satisfaz...
Ah, quero mais!
A inquietude do meu corpo busca saciar minha sede ...
A sede do gosto do corpo de quem almejo...
Ah, meu desejo!
Minha alma tropega pelo seu amor aspira o toque...
Doce tontura que vicia como embriaguez...
Ah, insensatez!
Mas, para meu coração acelerado, basta sua presença...
Já me conforta e acalenta...
Me sustenta!
O olhar do meu bem querer já me aquieta...
Me derramo em prazer silenciosamente...
Onde está agora o desejo ardente?
Perdido no domínio do seu sorriso!
Jogado na apatia do momento!
Não há mais turbilhão, não há mais tormento!
Há vc e eu!
E nada mais....

(encontrei em um dos sites, blogs e perfis pelos quais passeio, achei lindo, lindo, lindo: minha cara! minhas palavras! ... peço a(o) autor(a) que me perdoe pois não localizei ainda a indicação bibliográfica... mas, mandei um e-mail inquirindo-a)