terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Travessia


Há um tempo em que é preciso abandonar
as roupas usadas,
que já tem a forma de nosso corpo,
e esquecer os caminhos que nos levam
sempre aos mesmos lugares.
É tempo de travessia;
E se não ousarmos fazê-la
teremos ficado, para sempre,
à margem de nós mesmos.
(Fernando Teixeira de Andrade - 1946-2008)*


Recebi como se fosse de Fernando Pessoa mas não consegui, de plano, atribuir a ele a frase. Preferi pesquisar. Carente de mais fontes, prefiro crer que é do autor abaixo dela nominado, conforme consta em <http://pt.wikiquote.org/wiki/Fernando_Pessoa>. 

De qualquer forma, reflete bem este período de minha vida. Fico com ela! rs....

** A fotografia é uma das minhas. 
[Galiléia-MG (13abr2011, 07h07), amanhecendo presa na estrada (amém) por força das obras de melhoria (amém também...rs...). Seguindo para Vitória-ES com muito capuccino e rock ´n´ roll... rs...]

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

AMOR PLATÔNICO

...porque ideal é aquele que não é mas poderia ser
 e, sendo, 
torna-se tão perfeito quanto intangível.

Não questiono meus caminhos. De uma forma ou de outra eles sempre me levam aos lugares em que tenho que estar por algum motivo.

Um antigo caminho trouxe-me, como sempre, a um novo.
Neste novo caminho abri mão de algumas "identidades" e reconheci algumas outras, como sempre.

Nos caminhos de outrora apenas incorporei as novas identidades. E segui.
Neste último, identificar-me tornou-se uma batalha hercúlea. Perdi.
Nada mais é como sempre fora.

Se para Platão o amor é uma incessante busca, ninguém melhor que Spinoza para justificá-la.

Ainda que sempre agradeça a Spinoza, devo dizer que faço as pazes com Platão. Reencontrei Nietzsche e, por tão humano, tão inconsequente e tão incoerente pude percebê-lo divino.

Divino é o amor.
Apaixonei-me.
Reconheço que sou apenas - e demasiadamente - humana.
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sábado, 26 de novembro de 2011

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O RESPEITO ao próximo e o significado de GENTILEZA



Pessoa crítica que sou, hoje foi dia!
Já aprendi a não falar, a deixar a cena se desenrolar e usar o blog, mas hoje quase caí em tentação.

Imaginem a cena:

__ Irmã, irmã, tudo bem irmã?
__ Oi, irmão, tudo. Só um momento que vou organizar as coisas aqui pra comprar a passagem.
(...minutos se passam).
__ Ô mocinha bênção de Deus, cadê sua mãe?
__ Ela está ali, ajeitando as bolsas na fila. Eu vou comprar as passagens
(...o sujeito é, agora, o segundo de uma fila quilométrica e a adolescente de seus 13 anos, a décima)
__ Me dá aqui. Eu compro para vocês. Ô irmã, eu compro - grita o bonito para a "irmã". 
__ Precisa não, irmão, a menina compra.
__ Ô irmã, tô na frente, compro. Afinal, nós somos irmãos em Cristo.

Você ali, de pé por quase meia hora, depois de ter passado manhã inteira e parte da tarde trabalhando loucamente e esperando para comprar passagem, embarcar, preparar-se para trabalhar durante o trajeto  que faz para fechar o dia trabalhando em uma outra cidade e o bonito tira uma mocinha da fila para botar na sua frente!

Bom, este é o menor dos problemas.
Para mim, na verdade, o que chamou a atenção foi a idéia de "irmãos" que nosso protagonista tem.

Nada contra uma pessoa querer ajudar outra, especialmente uma conhecida.
O que incomoda é ele não pensar no fato de que a suposta ajuda dele é, na verdade, uma atitude coletiva.
Sim, coletiva! Eu e as demais pessoas da fila pagamos o preço da demora. E ele nem nos considera irmãos!

Se eu estiver enganada e ele tiver pensado no coletivo, pior ainda: Desrespeitou meu direito sagrado (e dos demais) de dizer "não".

Ôpa, eu sou gentil! Não me vejam de forma equivocada.

Só que fico pensando um monte de coisas quando este tipo de atitude ocorre.
Pensem comigo:

1. Partindo do mesmo pressuposto do sujeito benfeitor da fila, eu posso parar o carro em fila dupla no momento em que eu entender necessário deixar aquele conhecido na porta de seu local de trabalho. E daí a opinião dos demais que ficaram parados atrás de mim, esperando?

2. Posso, ainda, segurar o caixa do supermercado enquanto vou buscar para minha vizinha, ao telefone, aquela meia dúzia de itens que ela acaba de encomendar. E daí se o povo atrás já está nos cascos por estar de pé esperando depois de andar todo supermercado atrás das coisas  que os repositores mudam de lugar?

3. Já que quem faz gentileza para outros pode também fazer para si, me seria garantido, sem dúvida, o atendimento na manicure ainda que eu chegue meia hora atrasada. Qual o problema das próximas clientes terem que esperar, cada uma, todos os minutos do meu atraso?

Nossa! Eu sou mesmo um monstro!
Esqueçam tudo o que eu disse e 'bóra' ser gentil, gente!
Que importa que os demais esperem???
Basta que eles se enquadrem no conceito de gentileza de nosso protagonista e sejam gentis também, certo?
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domingo, 25 de setembro de 2011

Muitas flexões.

Vez em sempre ando por aí, pela nossa querida 'nete'...

Entretanto, nem sempre consigo tirar um tempinho para ler (e atentar para detalhes) de tudo o que cruza o caminho do meu mouse.

Hoje, um site me chamou... e lá fiquei... rs...
Ainda estou.

Para mim, que trabalho temáticas em Direito a partir das perspectivas de gênero, o post que indico tem tudo a ver: http://flexoeslesbicas.wordpress.com/2011/04/29/conceitos/

Mas, a 'bichinha' (a menina, viu? 'bichinha' está aqui representando o jeitinho cearense de falar...) tem talento!
Vale a pena ler outros posts dela: é de rolar de rir...
Muito, muito bom!
Recomendo.

EM TEMPO:
(o que quer dizer 'no dia seguinte'... rs...)

Segue outro post que trata de questões de gênero de forma tão criativa quanto o anterior:
http://flexoeslesbicas.wordpress.com/2011/03/12/indicativos-de-homossexualidade-na-infancia/

Ri muito! Este blog tá sendo o achado do final de semana... rs...
Vou escrever para a garota: Tenho que agradecer pela folga forçada... kkkkk.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Entre o cristão e o ateu.

Corujinha, não poderia deixar o hábito de trabalhar durante as madrugadas.
Ontem, ainda que atraída por um filme sobre uma dona intrigante, não pude deixar de cutucar meu fiel companheiro, o controle remoto.

Zapeando pelos canais, eis que descubro, na Globo, um filme que já vi e revi, e que ainda me chama a atenção: Cidade de Deus.

Não sei se porque o lugar me reporta algo de infância... (passei meus primeiros anos de vida em uma favela-baixa como aquela, no Rio de Janeiro).
Ou se porque as locações do filme exibem um preconceito interessante: nem toda favela fica em morro, nem todo local plano é seguro...
Ou se porque, apesar de ter ficado triste com minha mãe durante anos por ter-me tirado a possibilidade de estudar na UERJ, hoje só tenho a agradecer.

Não gosto de Governador Valadares.
Na primeira oportunidade, fui de lá para BH.
Na segunda, vim para Vitória e aqui me fixei.
Mas, tenho que reconhecer que ter sido criada nas ruas calmas de Valadares foi de importância ímpar para meu crescimento, ainda que eu apanhasse na escola.

Bem, este post não é sobre uma cidade, ou sobre minha mãe, ou sobre minha vida acadêmica.

Este post é sobre Deus.
Geralmente, deixo o tema 'Deus' para minhas aulas de Filosofia e confesso que, neste semestre passado, ele foi muito 'incomodado' em sala: uma turminha de calouros muito motivada conseguiu diferenciar bem o Divino do religioso. As aulas foram maravilhosas...

Voltando a Deus e ao Cidade de Deus, gostaria de dizer que, ontem, revi uma cena que não havia, antes, percebido.

Armas de grosso calibre em punho, corpos suados da correria pela favela atrás dos rivais, o grupo do Zé Pequeno se juntou e orou. Em círculo, como eu costumava ver nos grupos de teatro, eles rezaram o 'Pai Nosso' pedindo a Deus força para aniquilar os inimigos e tomar a 'boca' do Cenoura.

Daí em diante, confesso que não vi mais nada até que o intervalo me acordasse do transe: Eles matavam, roubavam, estupravam, aliciavam crianças, destruíam famílias pelas perdas e pelas drogas e, ainda assim, acreditavam em Deus.

Bem, acreditar talvez não seja a melhor palavra...
Mas, o fato é que, numa entrevista de emprego, aquele traficante (uma vez travestido de bonzinho) que se dissesse temente a Deus, correria o risco de conseguir o posto, ao passo que um pai de família, responsável, educado e respeitador que se dissesse ateu, correria o mesmo risco de ser sumariamente desclassificado.

Fiquei pensando no quanto somos fúteis e ignorantes.
Fúteis por valorizarmos mais o que se diz do que o que se faz, exatamente em contraponto ao que se extrai da própria Bíblia.
Ignorantes por preferirmos nos apegar a aparências do que buscar os fatos.

De 10 pessoas que conheço e que se dizem tementes a Deus, uma é realmente cristã.
Mas, todos os ateus que conheço são retos e justos.
(Preciso dizer que não conheço tantos que se dizem ateus quanto que se dizem cristãos e que conheço muitos que não dizem nada para não se comprometerem com a língua das pessoas...)

É o velho preconceito.

Quem não entende que cor não representa caráter vai pensar que todo preto é ladrão e todo índio é preguiçoso.

Quem não entende que o que acontece entre quatro paredes não representa retidão, vai apontar todo e qualquer gay/lésbica como leviano.

Quem não entende o que se passa pelo coração de uma pessoa durante um culto não é capaz de respeitar a manifestação de crença.

Quem não entende que o fato de não crer na existência de Deus não torna ninguém, automaticamente, um pecador ou criminoso, não respeitará o ser humano que manifesta tal descrença.

Temos o hábito de rechaçar pessoas e coisas sem pensarmos a respeito daquilo que se apresenta diante de nossos olhos.
Na maioria das vezes, vejo pessoas dizendo "credo, fulano não acredita em Deus!" como quem diz "não gosto de pêra, nunca comi". Fico imaginando o que se passa pela cabeça de tais pessoas, se é que passa...

Será que uma pessoa que se sente mal na companhia de um ateu já parou para pensar que, talvez, ele represente uma 'ameaça' muito menor do que aquele que se diz cristão?

Será todos os que se dizem cristãos entendem que a atitude de "credo!" não é uma atitude cristã?

Para mim, sinceramente, mais vale um ateu à mesa do que um crente* com AR-15 na mão.
"Não amemos de palavras nem de línguamas por ações e em verdade"(1Jo 3, 17-18)

{Gostaria de dizer que tenho alunos, amigos e familiares Testemunhas, Adventistas, Quadrangulares, Católicos-de-verdade (e não somente aqueles que só fazem número para o IBGE), Budistas, Espíritas... e que reconheço, em muitos, aquilo que entendo como cristandade. Este post, portanto, não se direciona a eles.}

* Emprego a palavra em seu significado mais simples, ou seja, "aquele que crê", e não como 'sinônimo' de "evangélico", estes que reconheço e respeito muito.

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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Difícil viver sem...

Eu sou uma pessoa apaixonada.
Difícil viver sem paixão.
É, para mim, como viver sem sentido, sem ar.

Não sei fazer nada que não seja por paixão.
Paixão me motiva, me alegra, me faz viver!

No meu trabalho, paixão é fundamental.
Advogo por paixão.
Leciono por paixão.
E não poderia ser diferente...

Relatar e fundamentar uma idéia ofertada por um dos meus momentos 'De Masi' de ócio, não tem preço, especialmente quando percebo que é esta idéia que 'salvará' um determinado procedimento.
Não é trabalhar com 'brechas', é trabalhar com informações!

Experimentar o carinho de meus alunos me é tão especial quanto.
Não por ser um carinho - algo, por si, já bem especial - mas, por saber que este carinho representa, também,  uma boa dose de interesse recém-despertado pela disciplina que leciono.

Receber retorno positivo de um colega de equipe, ouvi-lo/a dizer que se sente seguro, amparado, ainda que diante de um problemão, é maravilhoso.
Adoro equipe. Equipes nos fazem crescer, nos permitem trabalhar e divulgar informações antes fragmentadas... E, conforme as peças se encaixam, impossível não se sentir como parte de algo muito especial...

E as pessoas ainda me perguntam o porquê de trabalhar tanto!?
Trabalho porque é bom!
É divertido!
É especial!
É apaixonante...

[Ainda que não tenha falado diretamente sobre eles, gostaria de dizer que os 'musos' inspiradores deste post são meus alunos de 4º período da Unipac. Hoje, tivemos nosso primeiro dia de aula do semestre, com apresentação do planejamento, discussão a respeito dos formatos das avaliações e projetos interdisciplinares que trabalharemos. INCRÍVEL é a palavra que melhor descreveria nosso reencontro... apaixonante... ]

sábado, 30 de julho de 2011

PROVOCAÇÕES

Sou fã do programa, exibido pela RedeMinas.
Neste momento, em Aimorés, e após assistir ao de nº 525, acredito que o texto de encerramento de Aburamja seja o suficiente para fechar o dia:
Há uma diferença muito grande entre saber e acreditar que se sabe.
Saber é ciência.  Acreditar que se sabe é ignorância.
Mas, cuidado! Saber mal não é ciência. Saber mal pode ser muito pior que ignorar.
Na verdade, sabe-se somente quando se sabe pouco, pois com o saber, cresce a dúvida,
Que é preciso idolatrar sempre!

http://www.tvcultura.com.br/provocacoes/programas
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Yúdice

Não sei como ele é.
Mas, sei quem é.
E sei que ele gosta de escrever.

Também adoro escrever.
Mas, entre escrever e ler o Yúdice, leio o Yúdice.
Ao contrário desta aqui, ele nunca culpa a falta de tempo para não fazê-lo.
Yúdice escreve, escreve bem e escreve muito.
E eu leio, leio muito, e recomendo.

Sempre que leio algo que ele escreve, esboço algo para enviar...
Não lembro se já o havia feito: hoje fiz.
Sei não... mas, o Yúdice me pareceu tão 'largado', tão 'sozinho' e eu, aqui, cansada porém feliz (depois de uma formação continuada de professores na Unipac que contou com participação efetiva da maioria dos presentes), resolvi escrever.

Escrevi para ele, disse que também já me havia sentido 'com vontade de escrever para alguém'...
E, neste exato momento, sinto-me como quem acaba de lamber um selo.

Poxa, selecionei a dedo tantas opções de destinatários 'número um' para minha fase de 'cartas-de-verdade' e agora, dois anos depois de iniciado o projeto (hein?!), acabei escrevendo para um estranho, algo que não é carta e nem tem nome de (não foi sequer um e-mail, foi um comentário de post) e não tive o prazer de enviar via Correios.

Ainda assim, sinto que enviei minha primeira carta...
Vai entender o ser humano.

Agora, bem que o Yúdice - que também não me conhece! - poderia me escrever uma carta-de-verdade: Seria legal receber algo que não fosse boleto ou oferta de compras em minha caixa de Correios.
Vamos esperar os próximos dois anos, quem sabe...

Contextualizando: http://yudicerandol.blogspot.com/2011/07/voce-ja-teve-vontade-de-mandar-e-mails.html

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Egoísta.

Assumo.
Sou.

Lá 'invinha' eu (módiquê invim da casa da mamma, em Minas...) hoje.
Som ligado, vento no cabelo.
Não estava preocupada em chegar tão cedo à Vitória:
Minha irmã havia me presenteado com uma pérola: Live Era, do Guns.
Guns ao vivo!
Tá brincando?
Teria dirigido até Goiás!

Volume no 26, equalizador no Xplod para aproveitar ao máximo a voz 'esganiçada' do Axl e a guitarra perfeita do Slash...
Primeiro quebra-molas, casas ao longe: volume 10
Segundo quebra-molas, casas ao lado: volume 5.

E estou até agora tentando entender o porquê de não ter zerado o volume!

Explico:
Não é que eu não ache certo esse 'lance' de dividir...

Sabe, esse povo que sai por aí de porta-malas aberto, som 'torando', na intenção inegável de dividir com o mundo (quer o mundo queira ou não ser 'beneficiado' com) aquilo de que gosta???

Mas, eu não sei ser assim!
Eu sou egoísta!

Não quero dividir meu Guns, meu Nirvana e meu Metallica com ninguém.
Também não divido meus Beatles, ou meus 'bichos escrotos', ou aquele 'homem pra chamar de meu', quer seja Erasmo, quer seja Marina.
E, se for para rolar algum 'tipo de magia', que venha do Sr.Mercury só para mim...

Sou egoísta.
Assumo.

Sou até capaz de advogar a favor do egoísmo.
Não vai demorar nada, nada...
Só peço que pensem comigo:

- Funkeiro, Sertanejeiro ou Rockeiro (que seja!) ofertando sua música aos nossos ouvidos em altos decibéis;
- Mães/pais que não guardam as birras de seus filhos para si;
- Motoristas que, ao invés de ocuparem uma inteira, deixam meia vaga de cada lado;
- Pessoas que distribuem seu lixo nas ruas;
- Casais que compartilham brigas de relacionamento;
- Colegas de trabalho/escola que divulgam suas informações preciosas e exclusivas sobre a vida dos outros.

O mundo não seria um lugar melhor se as pessoas acima fossem egoístas?

- Cada um curtindo seu som, mas 'com alguma coisa em comum': o respeito pelo ouvido do outro...
- Mães e pais cuidando de seus filhos, ao invés de nos obrigar a 'engolir' os reflexos da má criação que deram a eles...
- Menos uma vaga (mal) ocupada naquele shopping ou rua que nunca tem vaga...
- Lixo na lixeira, ao invés de jogado sobre meu para-brisas ou sob nossos pés...
- Pessoas se resolvendo sem nos tomar a paz e o silêncio... e, finalmente,
- Menos fofoca!

Voto pelo egoísmo já!


E faço campanha: 
Seja egoísta você também...
..........
Quem já participa da campanha:
http://www.solitaria.com.br/2011/05/curta-seu-som-legal-use-fone-de-ouvido.html

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domingo, 24 de julho de 2011

Explodam a Rede Minas...

Uma gripe forte fez-me perceber que mãe é tudo!
Pai também.
Com mamma descobri que só um bom 'sorinho' de fubá fortalece.
(esqueçam aquele 'trem' de vitamina C do tipo Sonrisal)
Com papa descobri que cachaça também pode fazer bem.
(neste caso de agora mel, limão, sal e conhaque de alcatrão - ó, mas tem que ser de Alcatrão São João da Barra, pois Dreher não funciona!)
Vim para Minas fazer s.p.a: Soninho, Papá e Água, muita água para sarar a gripe.

Entre um e outro cochilo, acordo na Rede Minas: daí é difícil sarar a gripe porque a parte do 'soninho' fica comprometida.
Agora mesmo - entre um cochilo e outro - acabo de ver um documentário a respeito das mulheres cinematógrafas e de todo o caminho que tiveram de percorrer em seu trabalho.
Podem dizer que não me aguento um dia sem essas polêmicas quanto a gênero. E pode até ser.
Mas, a força daquelas mulheres é impressionante.
Resultado? Não dormi. Liguei o computador atrás do womembehindthecamera.org e lá vou eu colocar o tal site na minha lista de 'coisas que quero muito fazer antes de morrer mas que nunca tenho tempo de.'.

No intervalo entre os blocos, o infeliz do canal tem uma esquete (é assim que se chama o troço?) com as cidades de Minas: lá fico eu, presa, tentando descobrir o nome do cidadão que nasce naquela dita cidade antes que o próprio programa o faça: coisa de 5 segundos! Até meu filho passa pelo perrengue quando me pega no flagra, sofrendo...

Agora, acabei de descobrir que não posso voltar para Vitória hoje: Afinal, anunciaram uma entrevista com Mailson da Nóbrega a ser conduzida pela Marília Gabriela (minha 'í-da-la'!). Tenho que descobrir a data e a hora antes: Pronto. Sou escrava da Rede Minas.

Quer saber?
Da próxima vez que ficar doente e vier para a casa da mamma, vou desligar esse canal.
Se acordasse no Faustão já teria me matado.
Na Eliana, já teria tomado o rumo de casa.
No Gugu, já teria descoberto que ficar doente não está com nada!

Odeio a Rede Minas.
É impossível desejar ser normal diante deste canal.
Adoniram e Bethoven que o digam: o último Sintonia Fina que tive o azar de pegar, zapeando pelos canais, fez-me ficar parada em frente à TV até o final do programa.
Resultado? Atraso no 'embarque'.

Ontem pelas madrugadas, um filme chamado 'Submundo'...
Para agitar a vida, 'Provocações' do Abujamra...
Para incomodar, 'Brilhante'...

Vai entender...
Eu simplesmente não consigo desligar.