sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

AMOR PLATÔNICO

...porque ideal é aquele que não é mas poderia ser
 e, sendo, 
torna-se tão perfeito quanto intangível.

Não questiono meus caminhos. De uma forma ou de outra eles sempre me levam aos lugares em que tenho que estar por algum motivo.

Um antigo caminho trouxe-me, como sempre, a um novo.
Neste novo caminho abri mão de algumas "identidades" e reconheci algumas outras, como sempre.

Nos caminhos de outrora apenas incorporei as novas identidades. E segui.
Neste último, identificar-me tornou-se uma batalha hercúlea. Perdi.
Nada mais é como sempre fora.

Se para Platão o amor é uma incessante busca, ninguém melhor que Spinoza para justificá-la.

Ainda que sempre agradeça a Spinoza, devo dizer que faço as pazes com Platão. Reencontrei Nietzsche e, por tão humano, tão inconsequente e tão incoerente pude percebê-lo divino.

Divino é o amor.
Apaixonei-me.
Reconheço que sou apenas - e demasiadamente - humana.
.
.

Nenhum comentário: