sexta-feira, 23 de abril de 2010

Meus meninos, minhas crias...

{vou botar uma foto das crias aqui... assim que Melqui mandá-las pra mim... vai demorarrrrrrrrrrr}

Eles são agitados, bagunceiros mesmo!, são terríveis.
Mas são os meus amores.
Me fazem rir, me fazem carinho, me deixam à vontade.

Alguns estranham meu jeito: esperam uma professora de Direito com jeitão sisudo, fechado...
Assustam-se no início, mas não pensam três vezes ao entrar no clima e curtir a farra que é cada uma das aulas.
Tá certo, temos aulas chatas e alguns conteúdos "impossíveis" mas, na grande maioria delas, nos divertimos mesmo, de verdade.
Sou apaixonada por eles. E eles me respeitam muito.

O fato de eles serem meus "filés", "gatinhos", "príncipas" e "princesos" nunca tirou minha autoridade ou fez com que eles se referissem a mim com algo menos que "senhora", apesar de termos, em média, a mesma idade.

Ouvir um "êba!" generalizado quando anunciado que eu estaria com eles por mais um trimestre, vê-los mortos de cansados ao final de um trabalho-monstro que envolveu algo além das minhas duas salas, mas uma faculdade inteira!, perceber que, mesmo com despesas e dedicação extra-classe - coisas odiadas por 100% dos graduandos de hoje - eles não vêem a hora de saber "o que é que a Cris vai aprontar pro próximo termo"... Ah, gente, isso não tem preço. Acho um absurdo que me paguem pra trabalhar!

Sentamos ontem na lanchonete, ao final da noite, mesas e cadeiras no meio da rua, cansados mas felizes. Estendemos para além da sala toda a percepção que a reunião pós-eleição não deu conta de exibir. E falamos, e rimos, e reclamamos, e brigamos - como se Sócrates, Aristóteles, Kant, Maquiavel e Nietzsche pudessem chegar a qualquer hora para eles também, por si, se defenderem, um por vez, democraticamente.

Cada grupo defendeu com unhas e dentes o seu candidato, e todos eles foram vencedores porque todos os meus meninos me encantam pela força, pela dedicação, pelo espírito de equipe e pelo carinho.

Loucos, somos todos loucos e, na nossa loucura, extremamente felizes. E somos assim simplesmente pelo fato de sabermos que é isso, e nada além disso, que faz nossa vida e nossas escolhas - também as acadêmicas - valerem à pena.

Amo, amo, amo vocês. Todos. Juntos.


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Miau 1: Cris, cara, tudo pra você tá bom, né?
Eu: Desde que eu continue semeando a discórdia... sim! kkkkkkk
Miau 1: Ficou feliz?
Miau 2: Pergunta boba! Dá pra ver na cara dela! Olha!
Miau 1: A cara dela tá horrível. Nunca vi a Cris tão acabada... Tá tudo muito acabado aqui!
Eu: Êêêêêêpa que eu continuo linda, perfeita e maravilhosa. Num é gente?
Miau 3: Cê tá com uma cara horrível, fessora!
Eu: Humpf... Mas tô feliz!
Miau 4: Cê é feliz!
Eu: Sou! Tenho momentos alegres e tristes, como todo mundo. Vocês vêem isso. Todo mundo tem e em mim, todo mundo vê. Mas, eu sou feliz, sim.
Miau 2: E doida! Só doido apronta uma confusão dessas e fica dançando no meio do pátio. Viram ela dançando com a música do megafone?
Miau 5 (gritando lá do outro lado da mesa): Mas, ela tem dia de TPM, gente! Pelamordedeus! Difícil aguentar!
Miau 2: Nossa, como tem! Mas a gente te ama mesmo assim, viu tia?
Eu: Vi. E, gente!, onde tá meu copo?

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