sábado, 30 de julho de 2011

Yúdice

Não sei como ele é.
Mas, sei quem é.
E sei que ele gosta de escrever.

Também adoro escrever.
Mas, entre escrever e ler o Yúdice, leio o Yúdice.
Ao contrário desta aqui, ele nunca culpa a falta de tempo para não fazê-lo.
Yúdice escreve, escreve bem e escreve muito.
E eu leio, leio muito, e recomendo.

Sempre que leio algo que ele escreve, esboço algo para enviar...
Não lembro se já o havia feito: hoje fiz.
Sei não... mas, o Yúdice me pareceu tão 'largado', tão 'sozinho' e eu, aqui, cansada porém feliz (depois de uma formação continuada de professores na Unipac que contou com participação efetiva da maioria dos presentes), resolvi escrever.

Escrevi para ele, disse que também já me havia sentido 'com vontade de escrever para alguém'...
E, neste exato momento, sinto-me como quem acaba de lamber um selo.

Poxa, selecionei a dedo tantas opções de destinatários 'número um' para minha fase de 'cartas-de-verdade' e agora, dois anos depois de iniciado o projeto (hein?!), acabei escrevendo para um estranho, algo que não é carta e nem tem nome de (não foi sequer um e-mail, foi um comentário de post) e não tive o prazer de enviar via Correios.

Ainda assim, sinto que enviei minha primeira carta...
Vai entender o ser humano.

Agora, bem que o Yúdice - que também não me conhece! - poderia me escrever uma carta-de-verdade: Seria legal receber algo que não fosse boleto ou oferta de compras em minha caixa de Correios.
Vamos esperar os próximos dois anos, quem sabe...

Contextualizando: http://yudicerandol.blogspot.com/2011/07/voce-ja-teve-vontade-de-mandar-e-mails.html

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Egoísta.

Assumo.
Sou.

Lá 'invinha' eu (módiquê invim da casa da mamma, em Minas...) hoje.
Som ligado, vento no cabelo.
Não estava preocupada em chegar tão cedo à Vitória:
Minha irmã havia me presenteado com uma pérola: Live Era, do Guns.
Guns ao vivo!
Tá brincando?
Teria dirigido até Goiás!

Volume no 26, equalizador no Xplod para aproveitar ao máximo a voz 'esganiçada' do Axl e a guitarra perfeita do Slash...
Primeiro quebra-molas, casas ao longe: volume 10
Segundo quebra-molas, casas ao lado: volume 5.

E estou até agora tentando entender o porquê de não ter zerado o volume!

Explico:
Não é que eu não ache certo esse 'lance' de dividir...

Sabe, esse povo que sai por aí de porta-malas aberto, som 'torando', na intenção inegável de dividir com o mundo (quer o mundo queira ou não ser 'beneficiado' com) aquilo de que gosta???

Mas, eu não sei ser assim!
Eu sou egoísta!

Não quero dividir meu Guns, meu Nirvana e meu Metallica com ninguém.
Também não divido meus Beatles, ou meus 'bichos escrotos', ou aquele 'homem pra chamar de meu', quer seja Erasmo, quer seja Marina.
E, se for para rolar algum 'tipo de magia', que venha do Sr.Mercury só para mim...

Sou egoísta.
Assumo.

Sou até capaz de advogar a favor do egoísmo.
Não vai demorar nada, nada...
Só peço que pensem comigo:

- Funkeiro, Sertanejeiro ou Rockeiro (que seja!) ofertando sua música aos nossos ouvidos em altos decibéis;
- Mães/pais que não guardam as birras de seus filhos para si;
- Motoristas que, ao invés de ocuparem uma inteira, deixam meia vaga de cada lado;
- Pessoas que distribuem seu lixo nas ruas;
- Casais que compartilham brigas de relacionamento;
- Colegas de trabalho/escola que divulgam suas informações preciosas e exclusivas sobre a vida dos outros.

O mundo não seria um lugar melhor se as pessoas acima fossem egoístas?

- Cada um curtindo seu som, mas 'com alguma coisa em comum': o respeito pelo ouvido do outro...
- Mães e pais cuidando de seus filhos, ao invés de nos obrigar a 'engolir' os reflexos da má criação que deram a eles...
- Menos uma vaga (mal) ocupada naquele shopping ou rua que nunca tem vaga...
- Lixo na lixeira, ao invés de jogado sobre meu para-brisas ou sob nossos pés...
- Pessoas se resolvendo sem nos tomar a paz e o silêncio... e, finalmente,
- Menos fofoca!

Voto pelo egoísmo já!


E faço campanha: 
Seja egoísta você também...
..........
Quem já participa da campanha:
http://www.solitaria.com.br/2011/05/curta-seu-som-legal-use-fone-de-ouvido.html

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domingo, 24 de julho de 2011

Explodam a Rede Minas...

Uma gripe forte fez-me perceber que mãe é tudo!
Pai também.
Com mamma descobri que só um bom 'sorinho' de fubá fortalece.
(esqueçam aquele 'trem' de vitamina C do tipo Sonrisal)
Com papa descobri que cachaça também pode fazer bem.
(neste caso de agora mel, limão, sal e conhaque de alcatrão - ó, mas tem que ser de Alcatrão São João da Barra, pois Dreher não funciona!)
Vim para Minas fazer s.p.a: Soninho, Papá e Água, muita água para sarar a gripe.

Entre um e outro cochilo, acordo na Rede Minas: daí é difícil sarar a gripe porque a parte do 'soninho' fica comprometida.
Agora mesmo - entre um cochilo e outro - acabo de ver um documentário a respeito das mulheres cinematógrafas e de todo o caminho que tiveram de percorrer em seu trabalho.
Podem dizer que não me aguento um dia sem essas polêmicas quanto a gênero. E pode até ser.
Mas, a força daquelas mulheres é impressionante.
Resultado? Não dormi. Liguei o computador atrás do womembehindthecamera.org e lá vou eu colocar o tal site na minha lista de 'coisas que quero muito fazer antes de morrer mas que nunca tenho tempo de.'.

No intervalo entre os blocos, o infeliz do canal tem uma esquete (é assim que se chama o troço?) com as cidades de Minas: lá fico eu, presa, tentando descobrir o nome do cidadão que nasce naquela dita cidade antes que o próprio programa o faça: coisa de 5 segundos! Até meu filho passa pelo perrengue quando me pega no flagra, sofrendo...

Agora, acabei de descobrir que não posso voltar para Vitória hoje: Afinal, anunciaram uma entrevista com Mailson da Nóbrega a ser conduzida pela Marília Gabriela (minha 'í-da-la'!). Tenho que descobrir a data e a hora antes: Pronto. Sou escrava da Rede Minas.

Quer saber?
Da próxima vez que ficar doente e vier para a casa da mamma, vou desligar esse canal.
Se acordasse no Faustão já teria me matado.
Na Eliana, já teria tomado o rumo de casa.
No Gugu, já teria descoberto que ficar doente não está com nada!

Odeio a Rede Minas.
É impossível desejar ser normal diante deste canal.
Adoniram e Bethoven que o digam: o último Sintonia Fina que tive o azar de pegar, zapeando pelos canais, fez-me ficar parada em frente à TV até o final do programa.
Resultado? Atraso no 'embarque'.

Ontem pelas madrugadas, um filme chamado 'Submundo'...
Para agitar a vida, 'Provocações' do Abujamra...
Para incomodar, 'Brilhante'...

Vai entender...
Eu simplesmente não consigo desligar.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Eu sou uma pessoa difícil...

Eu sou uma pessoa difícil...
Quer saber?
Talvez não seja...
É que as pessoas estão tão acostumadas à idéia individualista do "acumular" que pararam de se doar.
As pessoas pararam de cuidar das outras.
Acreditam, falsamente, que podem ser felizes cuidando apenas de si e, assim, mentem para si e para os outros.
Doce ilusão!

Não gosto de mentiras. Gosto de carinho.
Não há carinho sincero em meio a mentiras.
É por isso que meu carinho, às vezes, dói.
Reconheço minha dificuldade em manter a hipocrisia social.
Reconheço, também, minha impossibilidade de manter qualquer tipo de coisa que seja ou se pareça com hipocrisia no âmbito doméstico.
Minha forma de cuidar das pessoas que me importam e, consequentemente, buscar minha felicidade nos olhos delas, é justamente sendo sincera com elas.
Não sei ser meia-palavra com amigos e relacionamentos. Vou direto na jugular. Olho nos olhos. Exponho o que não me agrada. E ouço, e falo, e mudo e quero mudança.

Nada, nem ninguém, passa pelas minhas mãos e permanece igual.
Não gosto de nada igual.
Não gosto de "nadas". Gosto de "tudos".
Quando me entrego, entrego tudo.
Quando amo, amo tudo.
Também não sei viver de metades.
Gosto de equilíbrio, mas não consigo vê-lo sem o desequilíbrio.
Gosto de bom gosto, mas entendo outros gostos.

Sou honesta.
E confio na honestidade das pessoas.
Para mim, dentro de casa, não existe mentira branca.
E estou decidida a não mais me envolver com pessoas que não tenham por lema "família, trabalho e verdade".

Estou aprendendo a dizer tudo sem dizer mal.
Estou aprendendo a sugerir e não a mandar.
Tenho dificuldade em sugerir.

Levo meu trabalho muito a sério. E não critico a dificuldade dos meus alunos.
Eu mesma tenho as minhas.
Que o diga a praga do Direito Tributário!

Se eu isolei você, é porque você não me faz bem.
Só faço, só mantenho, só vivo o que me faz bem.
Sou feliz.
Em um belo dia de sol decidi sê-lo e, desde então, viciada em felicidade, tenho dificuldades em abandonar o vício.
Sou feliz com tudo o que tenho justamente porque tenho tudo.
Tenho o melhor filho do mundo.
A melhor família.
A melhor companhia.
Os melhores alunos.
A melhor visão que um espelho-mágico poderia dar a uma bruxa.
Tenho a mim.

Sei quem sou, o que sou, como sou e o que quero.
Sei, também, o que não quero.
Sei, também, o que não posso.
Sei, também, o que não tolero.
Mas já houve época em que eu não sabia.
Talvez ainda não saiba e esteja pensando saber.
Independente de saber ou não, eu penso que sei e isso me é o suficiente por hora.
Se meu saber deixar de me sustentar, agregarei outros saberes à minha caminhada.
E buscarei sempre o equilíbrio.
E continuarei a ser feliz.
Simplesmente porque ser feliz é a única coisa que importa.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Vivendo um dia após o outro...

Muitas vezes só vemos o que é importante para nós... não por maldade, mas por não termos, obviamente, a visão dos olhos do outro.